Sunday, September 5th, 2010

Imigração alemã no Brasil

5

 

A imigração alemã no Brasil foi o movimento migratório ocorrido nos séculos XIX e XX de alemães para várias regiões do Brasil. As causas deste processo podem ser encontradas nos freqüentes problemas sociais que ocorriam na Europa e a fartura de terras no Brasil. Atualmente, estima-se que dezoito milhões ou 10% dos brasileiros têm ao menos um antepassado alemão.[2]

Os alemães, atrás apenas dos italianos, formam a principal etnia no Sul do Brasil.

 

 

 

Imigração voltada para a colonização

Chalé alemão na cidade de Pomerode.

Chalé alemão na cidade de Pomerode.

A imigração alemã no Brasil foi, inicialmente, uma iniciativa de colonização e povoamento. Este projeto foi arquitetado pelo Rei D. João VI e, posteriormente, pelo imperador D. Pedro I. A colonização continuou a ser efetuada pelo imperador D. Pedro II, durante o Segundo Reinado.

A concentração da colonização alemã no Sul do Brasil possui uma explicação: grande parte da região estava despovoada e as fronteiras com as ex-colônias espanholas ainda não estavam bem-definidas. Em conseqüência, a falta de povoadores na região poderia culminar numa fácil invasão estrangeira. Com a Independência do Brasil, a imigração portuguesa declinou por um certo tempo. O governo brasileiro se viu obrigado a procurar novas fontes de imigrantes: vieram alguns suíços, porém foram os alemães aqueles que ficaram incubidos de colonizar o Sul do País.[7]

 

A imigração durante o século XIX

 

A colonização no Rio Grande do Sul

Em 1824 chegam os primeiros colonos alemães ao Rio Grande do Sul, sendo assentados na atual cidade de São Leopoldo. Os alemães chegavam em pequeno número todos os anos, porém eram em número suficiente para se organizar e expandir pela região.

Nos primeiros cinqüenta anos de imigração, foram introduzidos entre 20 e 28 mil alemães ao Rio Grande, a quase totalidade deles destinados à colonização agrícola. Os primeiros colonos vieram de Holstein, Hamburgo, Mecklemburgo e Hannover. Depois, passaram a predominar os oriundos de Hunsrück e do Palatinado. Além desses, vieram da Pomerânia, Vestfália e de Württemberg. [8]

Outras colônias foram criadas na sequência, como Três Forquilhas, Nova Petrópolis, Teutônia, Santa Cruz, São Lourenço, Colônia Santo Ângelo, Colônia de Santa Maria do Mundo Novo, etc.

Mapa mostrando a dispersão das colônias alemãs no Sul do Brasil em 1905.

Mapa mostrando a dispersão das colônias alemãs no Sul do Brasil em 1905.

Em algumas décadas, a região do Vale do Rio dos Sinos estava quase que completamente ocupada por imigrantes alemães. A colonização transbordou da região, se expandindo por outras áreas do Rio Grande do Sul. É notável que a colonização alemã foi efetuada em terras baixas, seguindo o caminho dos rios. Na década de 1870, praticamente todas as terras baixas do interior do Rio Grande do Sul estavam sendo ocupadas pelos alemães, porém, as terras altas não atraíam os colonos, permanecendo desocupadas até a chegada dos italianos, em 1875.

 

A colonização em Santa Catarina

Ao contrário do que sucedeu no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina a colonização alemã não foi promovida através do governo, mas por iniciativas privadas. As colônias alemãs mais importantes foram criadas a partir de grupos como Hermann Blumenau e Ferdinand Hackradt (em 1850 a Colônia Blumenau) e pela Sociedade Hamburguesa (em 1851, a Colônia Dona Francisca, atual Joinville), ao norte do litoral do estado. A partir do início do século XX, imigrantes alemães foram trazidos do Rio Grande do Sul para ocupar novas colônias no oeste do estado. Essas colônias já não eram exclusivamente alemãs, pois também continham outros grupos de imigrantes, principalmente italianos.

Joinville, cidade de colonização alemã de Santa Catarina.

Joinville, cidade de colonização alemã de Santa Catarina.

 

A colonização no Paraná

Embora menos numerosos, o alemães também marcaram forte presença no Paraná. A primeira colônia foi fundada em 1829. Entre 1877 e 1879, chegou número apreciável de alemães vindos da Rússia (os alemães do rio Volga, ver artigo: Alemães-Bessarábios). A maior parte dos imigrantes chegou no início do século XX, vindos diretamente da Alemanha, e se estabeleceram sobretudo nas regiões leste e sul (em cidades como Curitiba, Ponta Grossa, Palmeira, Rio Negro, entre outras). Em meados dos anos 1950, pessoas oriundas de colônias alemãs em Santa Catarina e Rio Grande do Sul migraram para a Região Oeste do estado.

 

A colonização no Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro foi o primeiro dentre todos os estados brasileiros a receber imigrantes alemães, tendo estes imigrantes chegado em 3 e 4 de maio de 1823[9], quando rumaram para a colônia suíça de Nova Friburgo. [10] Já em Petrópolis, a imigração alemã foi concebida pelo alemão (posteriormente naturalizado brasileiro) Júlio Frederico Koeler (ou Julius Friedrich Koeler), major do Império Brasileiro. O pitoresco do projeto de Koeler foi o fato de batizar os quarteirões com nomes de cidades e acidentes geográficos das regiões (Reihnland-Westphalen) de onde vinham os colonos alemães: Kastelaum (Castelânea), Mosel (Mosela), Bingen, Nassau, Ingelheim, Woerstadt, Darmstadt e Rheinland (Renânia). As terras foram arrendadas para Koeler e, através dele, aos imigrantes, resultando em um sistema de foro e laudêmio (enfiteuse) pago aos herdeiros de Dom Pedro II até hoje. Estes imigrantes chegaram em Petrópolis no ano de 1837. [11]

 

A colonização no Espírito Santo

No Espírito Santo, os principais imigrantes de origem germânica foram os Prussianos e os Pomeranos (provenientes de uma extinta nação entre à Alemanha e a Polônia), foram os primeiros imigrantes à chegar ao estado (quase 50 anos antes dos Italianos), seus fluxos imigratórios se estenderam de 1846 até 1879, se estabeleceram principalmente no Centro-Sul do Estado, a primeira colônia fundada foi a de Santa Isabel , cuja sede, denominada pelos primeiros alemães de Campinho, foi construída a primeira igreja luterana da América do Sul. A imigração alemã no Espírito Santo é pequena ao se comparar com, por exemplo, a dos italianos, enquanto 65% da população do estado é de ascendência Italiana [12], apenas 5% da população é de ascendência germânica.

O outro povo de origem germânica à se estabelecer no estado, foram os Pomeranos, originários de uma extinta nação entre a Alemanha e a Polônia, começaram a chegar no estado no ano de 1859, se dirigiram um pouco mais ao norte que os alemães, se estabelecendo principalmente em Santa Maria de Jetibá e Domingos Martins, Os pomeranos estabeleceram suas colônias em total isolamento do resto do Estado, preservando muito de sua cultura e hábitos, como por exemplo o idioma, sendo que a cidade de Santa Maria de Jetibá uma cidade bilíngüe. Por causa de tal isolamento e diferenças culturais com o resto do Estado, os pomeranos até hoje são relativamente excluídos e lutam pela integração na sociedade.

Colonização no restante do Brasil

O Sul do Brasil recebeu a esmagadora maioria dos imigrantes alemães, porém, a presença germânica no Sudeste do Brasil é notável. Em São Paulo, os primeiros imigrantes chegaram em 1829 e se instalaram em Santo Amaro, mas a maior parte chegou no início do século seguinte. Em Minas Gerais, a maior colônia alemã estabeleceu-se em Juiz de Fora, onde em 1858 chegaram aproximadamente 1.200 colonos, o que representava cerca de 20% da população da cidade na época.

Mais recentemente, a partir da década de 1970, sulistas descendentes de alemães têm migrado para a Região Centro-Oeste do Brasil em busca de melhores condições de vida no campo.

fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Imigra%C3%A7%C3%A3o_alem%C3%A3_no_Brasil

 

Comments

5 Responses to “Imigração alemã no Brasil”
  1. Festbitter disse:

    puxa, que legal encontrar um pouco mais da história da minha cidade aqui.
    parabéns pelo blog!

  2. Kelly Brown disse:

    The best information i have found exactly here. Keep going Thank you

  3. Sehr gute informationen – sehr guter Text.
    Muito obrigado, gostei o texto bastante e me ajudou muito.

    Abraços, Chef Heiko Grabolle.

  4. Também gostaria de parabenizá-lo por este trabalho que com certeza irá ajudar no resgate da história de um dos capítulos mais comoventes e épicos de nosso país. Aproveito a oportunidade para divulgar minha página sobre as imigrações suíça e alemã de Nova Friburgo, na qual em breve irei adicionar um link para este blog, visto ser este um dos trabalhos mais significativos sobre o tema em toda a web.
    Um grande abraço!

  5. teresa disse:

    Meus pais (mãe, nasceu em Wohlynien), e pai com seus familiares conseguiram fugir para China atraves do Rio Priamur, congelado, sob trenós, a noite, com várias outras famílias. Lá permaneceram até 1932 quando vieram para o Brasil, Rio de Janeiro, Ilha das Flores por quarentena,depois para Santa Catarina,Iracema os luteranos evangégicos, e São Carlos os católicos. Mourando em choupanas de taquara, no meio do mato selvagem,tudo para salvar suas vidas. Eles não fazem parte destes que vieram bem antes. Gostaria de saber algo mais sobre isso. Obrigado

Speak Your Mind

Tell us what you're thinking...
and oh, if you want a pic to show with your comment, go get a gravatar!